quarta-feira, 9 de julho de 2014

DICAS PARA FAZER UM TRABALHO ESCOLAR

Olá, pessoal!

Estou postando aqui algumas regras para se fazer um trabalho escolar, espero que sejam de grande utilidade.

 

O trabalho escolar é um documento que representa o resultado de um estudo/pesquisa sobre um assunto. Sua produção pode envolver um ou mais alunos e, necessariamente deverá ter a coordenação de um orientador.

O processo de elaboração de um trabalho escolar é uma vivência que precisa ser criativa possibilitando uma interação rica com pessoas, fontes e recursos diversos, a fim de atingir maior autonomia com relação à forma de aprender e construir conhecimentos, desenvolvendo uma visão mais crítica e ampliada.

1 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO

A apresentação escrita de um trabalho (trabalho escolar, resumo e relatório) deve ser realizada conforme indicações abaixo:

a) tipo de papel – deve ser utilizado o papel branco, preferencialmente nas dimensões 297×210 mm (A4);

b) escrita – digitado com tinta preta e somente um lado da folha;

c) paginação – as folhas do trabalho devem ser contadas seqüencialmente desde o sumário, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da introdução. O número localiza-se a 2 cm da borda superior do papel, margeado à direita;

d) margem – superior e esquerda = 3 cm
inferior e direita = 2 cm;

e) espaçamento – todo texto deve ser digitado com espaçamento 1,5 de entrelinhas;

f) letra – tipo de letra Times New Roman ou Arial tamanho 12 e para citação direta usar fonte tamanho 10;

g) parágrafo – 2cm da margem esquerda;

h) numeração Progressiva – para melhor organização e apresentação do trabalho, deve-se adotar a numeração progressiva das seções do texto. Os títulos das seções primárias (capítulos), por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta, com indicativo numérico alinhado à esquerda e separado por um espaço.

Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de caixa alta ou versal, negrito ou, itálico.

Exemplo de numeração progressiva de um trabalho escolar

1 SEÇÃO PRIMÁRIA

1.1 Seção secundária

1.1.1 Seção terciária

1.1.1.1 Seção quaternária

1.1.1.1.1 Seção quinária

1 INTRODUÇÃO

(título considerado como seção primária ou capítulo – deve localizar-se no início de página, margeado à esquerda, digitado em negrito, , – fonte tamanho 12, caixa alta)

(texto)

2 CULTURA DA MAÇÃ

(título considerado como seção primária ou capítulo – deve localizar-se no início de página, margeado à esquerda, digitado em negrito,- fonte tamanho 12, caixa alta)

(texto)

2.1 Produção de mudas

(subtítulo considerado como seção secundária – deve estar margeado à esquerda, fonte tamanho 12; negrito; versal)

(texto)

2.1.1 Enxertia

(subtítulo considerado como seção terciária – deve estar margeado à esquerda, fonte tamanho 12; itálico; versal)

(texto)

3 CONCLUSÃO

[título considerado como seção primária (capítulo) - início de página - fonte tamanho 12, caixa alta; negrito]

(texto)

Os títulos – Sumário; Referências; Anexos – não são numerados e devem aparecer na página de forma centralizada.

2 ESTRUTURA BÁSICA DE UM TRABALHO ESCOLAR

A estrutura básica de um trabalho escolar deverá compreender: elementos pré-textuais (capa; sumário), textuais (introdução; desenvolvimento; conclusão) e pós-textuais (referência; anexo).

2.1 Capa

Deve ser de papel consistente ou simples, sem ilustração ou ” embelezamento”, composta de:
a) Cabeçalho: nome da Instituição responsável, com subordinação até o nível do professor. Deve ser centralizado à margem superior, com letras maiúsculas, tamanho 12, espaçamento entre linhas simples;

b) Título do trabalho: no centro da folha, centralizado, tamanho 16;

c) Nome do aluno/série: abaixo do título 5 cm, centralizado, letras maiúsculas, tamanho12;

d) Local, mês e ano: centralizado, a 3cm da borda inferior e as primeiras letras maiúsculas, tamanho 12.

2.2 Sumário

Iniciar em folha distinta, título sem indicativo numérico, centralizado a 3 cm da borda superior com o texto iniciando 2 cm abaixo.

Indica as partes do trabalho, capítulos, itens e subitens, e as páginas em que se encontram. (ABNT. NBR 6027, 2003)

2.3 Introdução

Iniciar em folha distinta apresentando o indicativo numérico (1), alinhado à margem esquerda, a 3cm de borda superior e o texto deve iniciar 2cm abaixo.

A parte introdutória abre o trabalho propriamente dito, anunciando o assunto a ser abordado.

Na seqüência é necessário delimitá-lo, isto é, indicar o ponto de vista sob o qual será tratado; situá-lo no tempo e espaço; mostrar a sua importância e apontar a metodologia empregada (pesquisa bibliográfica, pesquisa de laboratório, etc).

2.4 Desenvolvimento

Também chamado corpo do trabalho, deve apresentar o detalhamento da pesquisa realizada e comunicar seus resultados. O conteúdo pode ser subdividido em capítulos, dentro de uma estrutura lógica com que o tema foi desenvolvido.

Deve-se iniciar pelos títulos mais importantes do plano e subdividir cada um segundo o material disponível, em itens e subitens, adotando uma numeração progressiva até o final do trabalho. Esta divisão servirá de base para a realização do sumário.

Exemplo:

2 ALGODÃO

2.1 A Semente do Algodão

2.1.1 Variedades

2.2 Técnicas de produção

2.5 Conclusão

Iniciar em folha distinta apresentando um indicativo numérico, alinhado à esquerda.

Constitui o ponto de chegada, isto é, deve apresentar a resposta ao tema anunciado na introdução. Não é apropriado iniciar afirmando que vai concluir. A conclusão não é uma idéia nova ou um resumo marcante dos argumentos principais, é síntese interpretativa dos elementos dispersos pelo trabalho, ponto de chegada das deduções lógicas, baseadas no desenvolvimento.

2.6 Referências

Apresenta-se em folha distinta, título centralizado, sem indicação numérica, elemento obrigatório. ( ABNT. NBR 14724, 2002)

Todas as fontes de informação (livro, revista, fita de vídeo, home-page, CD-ROM, etc) utilizadas na elaboração do trabalho devem ser arroladas alfabeticamente em uma lista, digitadas em espaço simples, margeadas à esquerda e separadas entre si por espaço duplo.

FORMATO DE APRESENTAÇÃO DAS REFERÊNCIAS

ABNT. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, 1990. 3 p

DINA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. 132 p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IBICT. Bases de dados em Ciência e Tecnologia. Brasília, n. 1, 1996. CD-ROM.

KRAEMER, Ligia Leindorf Bartz. Apostila.doc. Curitiba, 13 maio 1995. 1 arquivo (605 bytes). Disquete 3 1/2. Word for windows 6.0.

SANTOS, Rogério Leite dos; LOPES, José Dermeval Saraiva; Centro de Produções Técnicas (MG). Construções com bambu: opção de baixo custo. Viçosa: CPT, [1998]. 1 videocassete (65min): VHS/NTSC, son., color.

TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. O Globo, Rio de Janeiro, 19 maio 1998. Disponível em:<http://www.oglobo.com.br/&gt;. Acesso em: 19 maio 1998.

Fazer a referência de uma obra significa reunir um conjunto de dados (tais como autoria, título, editora, local e ano de publicação) sobre o documento, que permita identifica-lo de forma única. Essa descrição deve ser elaborada seguindo a normalização nacional descrita na NBR 6023:2002, produzida pela ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas.

2.7 Anexo(s)

Sugere-se apresentação em folha distinta, título centralizado, elemento opcional.

Poderão fazer parte do item “Anexos”, textos ou documentos não elaborados pelo autor, que venham contribuir para ilustrar, esclarecer ou fundamentar melhor o trabalho. São exemplos de anexos: leis, mapas, fotografias, plantas etc.

Ressalta-se que no corpo do trabalho deve-se fazer citação referente ao material colocado anexo.

“Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.” (ABNT. NBR 14724, 2002, p. 5)

Exemplo:

ANEXO A – Tabela de classificação de sementes.

Fonte: www.bu.ufsc.br

domingo, 25 de maio de 2014

O modo imperativo

Na língua portuguesa, classificamos as formas verbais em três modos, segundo a maneira como expressam a ação:
  • Modo Indicativo: quando o verbo indica uma certeza, uma realidade, algo que de fato acontece, aconteceu ou acontecerá.
  • Modo Subjuntivo: quando o verbo indica dúvida, possibilidade, ou seja, não exprime certeza de que realmente a ação verbal é um fato consumado.
  • Modo Imperativo: quando o verbo indica uma ordem, um pedido, uma sugestão.
Deter-nos-emos aqui em estudar o modo verbal chamado IMPERATIVO, que expressa uma ordem, pedido, recomendação, alerta, convite, conselho, súplica, etc.
Vejamos alguns exemplos de verbos no modo imperativo para ficar mais claro o conceito deste modo verbal.
Exemplos:

  • Vamos, corram!
  • Perdoe-me, eu lhe imploro.
  • Por favor, diga-me onde fica esta praça.
  • Organizem-se rapidamente.
  • Faça o que digo, agora!

Formação do imperativo


O imperativo é formado de uma maneira diferente dos demais modos.
Notem-se duas coisas:
a) No imperativo, não existe a primeira pessoa do singular (eu).
b) O imperativo é indeterminado em tempo. Supõe-se que, como se trata de uma ordem, a ação se dará no futuro.

Imperativo Afirmativo:
  • para tu
  • pare você
  • paremos nós
  • parai vós
  • parem vocês
OBSERVAÇÕES:
a) Na segunda pessoa (Tu ou Vós) usa-se o verbo conjugado nas segundas pessoas do singular e plural, respectivamente, pertencentes ao presente do indicativo cortando-se a letra s. A exceção é o verbo "ser": sê tu, sede vós.
b) Para os pronomes você ou vocês usa-se o verbo conjugado na terceira pessoa do presente do subjuntivo.
c) Na primeira pessoa do plural (nós), usamos o verbo conjugado na primeira pessoa do plural do modo subjuntivo.

Imperativo Negativo:
  • não pares tu
  • não pare você
  • não paremos nós
  • não pareis vós
  • não parem vocês














Leitura e Interpretação de texto com exercícios

1. Ler todo o texto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
03. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação.




TEXTO XX
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)

1) Pode-se afirmar, com base nas idéias do autor-personagem, que se trata:
a) de um texto jornalístico
b) de um texto religioso
c) de um texto científico
d) de um texto autobiográfico
e) de um texto teatral

2) Para o autor-personagem, é menos comum:
a) começar um livro por seu nascimento.
b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte.
c) começar um livro por sua morte.
d) não começar um livro por sua morte.
e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.

3) Deduz-se do texto que o autor-personagem:
a) está morrendo.
b) já morreu.
c) não quer morrer.
d) não vai morrer.
e) renasceu.

4) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos:
a) escreveram livros.
b) se preocupam com a vida e a morte.
c) não foram compreendidos.
d) valorizam a morte.
e) falam sobre suas mortes.

5) A diferença capital entre o autor e Moisés é que: 
a) o autor fala da morte; Moisés, da vida.
b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso.
c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte.
d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte.
e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés.

6) Deduz-se pelo texto que o Pentateuco:
a) não fala da morte de Moisés.
b) foi lido pelo autor do texto.
c) foi escrito por Moisés.
d) só fala da vida de Moisés.
e) serviu de modelo ao autor do texto.

7) Autor defunto está para campa, assim como defunto autor para:
a) intróito
b) princípio
c) cabo
d) berço
e) fim

8) Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu (sua):
a) conformismo diante da morte ;
b) tristeza por se sentir morto
c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação
d) otimismo quanto ao futuro literário
e) atividade apesar de estar morto

TEXTO XXI
Segunda maior produtora mundial de embalagem longa  vida, a SIG Combibloc, principal divisão do grupo suíço SIG, prepara a abertura de uma fábrica no Brasil. A empresa, responsável por 1 bilhão do 1,5 bilhão de dólares de faturamento do grupo, chegou ao país há dois anos disposta 5 a brigar com a líder global, Tetrapak, que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado. Os estudos para a implantação da fábrica foram recentemente concluídos e apontam para o Sul do país, pela facilidade logística junto ao Mercosul. Entre os oito atuais clientes da Combibloc na região estão a Unilever, com a marca de atomatado Malloa, no Chile, e a 10 italiana Cirio, no Brasil. (Denise Brito, na Exame, dez./99)
9) Segundo o texto, a SIG Combibloc:
a) produz menos embalagem que a Tetrapak.
b) vai transferir suas fábricas brasileiras para o Sul.
c) possui oito clientes no Brasil.
d) vai abrir mais uma fábrica no Brasil.
e) possui cliente no Brasil há dois anos, embora não esteja instalada no país.

10) Segundo o texto:
a) O Mercosul não influiu na decisão de instalar uma fábrica no Sul.
b) a SIG Combibloc está entrando no ramo de atomatado.
c) a empresa suíça SIG ocupa o 2o lugar mundial na produção de embalagem longa vida.
d) a Unilever é empresa chilena.
e) a SIG Combibloc detém 2/3 do faturamento do grupo.

11) Os estudos apontam para o Sul porque:
a) o clima favorece a produção de embalagens longa vida.
b) está próximo aos demais países que compõem o Mercosul.
c) a Cirio já se encontra estabelecida ali. -v-.v.
d) nos países do Mercosul já há clientes da Combibloc.
e) o Sul é uma região desenvolvida e promissora.

12) “...que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado.” (/. 5-6) Das alterações feitas nessa passagem do texto, a que não mantém o sentido original é:
a) a qual detém cerca de 80% dos negócios em tal mercado.
b) que possui perto de 80% dos negócios nesse mercado. 
c) que detém aproximadamente 80% dos negócios em tais mercados.
d) a qual possui aproximadamente 80% dos negócios nesse mercado.
e) a qual detém perto de 80% dos negócios nesse mercado.

13) “...e apontam para o Sul do país...” O trecho destacado só não pode ser entendido, no texto, como:
a) e indicam o Sul do pai
b) e recomendam o Sul do país
c) e incluem o Sul do país
d) e aconselham o Sul do país
e) e sugerem o Sul do país
TEXTO XXII
Pode dizer-se que a presença do negro representou sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrativa, na caça, na  pesca,  em  determinados  ofícios 5 mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que exige a exploração dos canaviais. Sua tendência espontânea era para as atividades menos sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos. (Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes)
14) Segundo o autor, os antigos moradores da terra:
a) foram o fator decisivo no desenvolvimento dos latifúndios coloniais.
b) colaboravam com má vontade na caça e na pesca.
c) não gostavam de atividades rotineiras.
d) não colaboraram com a indústria extrativa.
e) levavam uma vida sedentária.

15) “Trabalho acurado” (l. 6) é o mesmo que:
a) trabalho apressado
b) trabalho aprimorado
c) trabalho lento
d) trabalho especial
e) trabalho duro

16) Na expressão “tendência espontânea” (/. 7), temos uma(a):
a) ambigüidade
b) cacofonia
c) neologismo
d) redundância
e) arcaísmo

17) Infere-se do texto que os antigos moradores da terra eram:
a) os portugueses
b) os negros
c) os índios
d) tanto os índios quanto os negros
e) a miscigenação de portugueses e índios

18) Pelo visto, os antigos moradores da terra não possuíam muito (a): 
a) disposição
b) responsabilidade
c) inteligência
d) paciência
e) orgulho 
TEXTO XXIII
Com todo o aparato de suas hordas guerreiras, não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro. Enquanto que aquelas, no desbravar, sacrificavam indígenas aos milhares, despovoando  sem  fixarem-se,  estes  foram 5 pontilhando de currais os desertos trilhados, catequizando o nativo para seus misteres, detendo-se, enraizando-se. No primeiro caso era o ir e voltar; no segundo, era o ir-e-ficar. E assim foi o curral precedendo a fazenda e o engenho, o vaqueiro e o lavrador, realizando uma obra de conquista dos altos sertões, exclusive a pioneira. (José Alípio Goulart, in Brasil do Boi)
19) Segundo o texto:
a) tudo que as bandeiras fizeram foi feito também pelo boi e pelo vaqueiro.
b) o boi e o vaqueiro fizeram todas as coisas que as bandeiras fizeram.
c) nem as bandeiras nem o boi e o vaqueiro alcançaram seus objetivos.
d) o boi e o vaqueiro realizaram seu trabalho porque as bandeiras abriram o caminho.
e) o boi e o vaqueiro fizeram coisas que as bandeiras não conseguiram fazer.

20) Com relação às bandeiras, não se pode afirmar que:
a) desbravaram 
b) mataram 
c) catequizaram
d) despovoaram
e) não se fixaram

21) Os índios foram:
a) maltratados 
b) aviltados 
c) expulsos
d) presos
e) massacrados

22) O par que não caracteriza a oposição existente entre as bandeiras e o
boi e o vaqueiro é:
a) aquelas (/. 3) / estes (/. 4)
b) ir-e-voltar (/. 6/7) / ir-e-ficar (/. 7)
c) no primeiro caso (/. 6) / no segundo (/. 7)
d) enquanto (/. 3) / e assim [1.7) 
e) despovoando (/. 4) / pontilhando (/. 5)

23) “...catequizando o nativo para seus misteres...” Das alterações feitas na
passagem acima, a que altera basicamente o seu sentido é:
a) doutrinando o indígena para seus misteres
b) catequizando o aborigine para suas atividades
c) evangelizando o nativo para seus ofícios
d) doutrinando o nativo para seus cuidados
e) catequizando o autóctone para suas tarefas

24) O elemento conector que pode substituir a preposição com (/. 1),
mantendo o sentido e a coesão textual, é:
a) mesmo 
b) não obstante 
c) de
d) a respeito de
e) graças a

25) “...o aparato de suas hordas guerreiras...” sugere que as conquistas dos
bandeirantes ocorreram com:
a) organização e violência
b) rapidez e violência
c) técnica e profundidade
d) premeditação e segurança
e) demonstrações de racismo e violência


TEXTO XXIV
Você se lembra da Casas da Banha? Pois é, uma pesquisa mostra que mais de 60% dos cariocas ainda se recordam daquela que foi uma das maiores redes de supermercados do país, com 224 lojas e 20.000 funcionários, desaparecida no início dos anos 90. Por isso, seus antigos 5 donos, a família Velloso, decidiram ressuscitá-la. Desta vez, porém, apenas virtualmente. Os Velloso fizeram um acordo com a GW.Commerce, de Belo Horizonte, empresa que desenvolve programas para supermercados virtuais. Em troca de uma remuneração sobre o faturamento, A GW gerenciará as vendas para a família Velloso. A família cuidará apenas das 10 compras e das entregas. (José Maria Furtado, na Exame, dez./99)
26) Segundo o texto, a família Velloso resolveu ressuscitar as Casas da
Banha porque:
a) a rede teve 224 lojas e 20.000 funcionários.
b) a rede foi desativada no início dos anos 90.
c) uma empresa do ramo de programas para supermercados propôs um acordo
vantajoso, em que a rede só entraria com as compras e as entregas.
d) mais da metade dos cariocas não esqueceram as Casas da Banha.
e) a rede funcionará apenas virtualmente.

27) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:
a) Você (/. 1) . ,.. . b)
desaparecida (/. 4)
c) Por isso (/. 4)
d) Desta vez (/. 5)
e) acordo {l. 6)

28) “Desta vez, porém, apenas virtualmente.”
Com a passagem destacada acima, entende-se que as Casas da Banha:
a) funcionarão virtualmente, ou seja, sem fins lucrativos.
b) não venderão produtos de supermercado.
c) estão associando-se a uma empresa de informática.
d) estão mudando de ramo.
e) não venderão mais seus produtos em lojas.

29) O pronome “Ia” (/. 5) não pode ser, semanticamente, associado a:
a) Casas da Banha (/. 1)
b) pesquisa (/. 1)
c) daquela (/. 2)
d) uma (/. 3)
e) desaparecida (/. 4) 


TEXTO XXV
A fábrica brasileira da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, será usada como piloto para a implementação do novo modelo de negócios que está sendo desenhado mundialmente pela montadora. A meta   da   GM    é    transformar-se    numa    companhia    totalmente 5 voltada para o comércio eletrônico. A partir do ano 2000, a Internet passará a nortear todos os negócios do grupo, envolvendo desde os fornecedores de autopeças até o consumidor final. “A planta de Gravataí representa a imagem do futuro para toda a GM”, afirma Mark Hogan, ex-presidente da filial brasileira e responsável pela nova divisão e-GM. (Lidia Rebouças, na Exame, dez./99)
30) Segundo o texto:
a) a GM é uma empresa brasileira instalada em Gravataí.
b) a montadora fez da fábrica brasileira de Gravataí um modelo para todas as outras fábricas espalhadas pelo mundo.
c) no Rio Grande do Sul, a GM implementará um modelo de fábrica semelhante ao que está sendo criado em outras partes do mundo.
d) a fábrica brasileira da GM vinha sendo usada de  acordo com o modelo mundial, mas a montadora pretende alterar esse quadro.
e) a GM vai utilizar a fábrica do Rio Grande do Sul como um protótipo do que será feito em termos mundiais.

31) A opção que contraria as idéias contidas no texto é:
a) A GM vai modificar, a partir de 2000, a forma de fazer negócios.
b) Será grande a importância da Internet nos negócios da GM.
c) O consumidor final só poderá, a partir de 2000, negociar pela Internet.
d) O comércio eletrônico está nos planos da GM para o ano 2000.
e) A fábrica brasileira é considerada padrão pelo seu ex-presidente.

32)Deduz-se, pelo texto, que a fábrica brasileira:
a) será norteada pela Internet.
b) terá seu funcionamento modificado para adaptar-se às necessidades do mercado.
c) será transferida para Gravataí.
d) estará, a partir de 2000, parcialmente voltada para o comércio eletrônico.
e) seguirá no mesmo ritmo de outras empresas da GM atualmente funcionando no mundo.

33) Por “implementação” (/. 2), pode-se entender:
a) complementação
b) suplementação
c) exposição
d) realização
e) facilitação

34) Segundo as idéias contidas no texto, a transformação que se propõe a GM:
a) não tem apoio dos fornecedores.
b) tem apoio do consumidor final.
c) tem prazo estabelecido.
d) é inexeqüível.
e) não tem lugar marcado. 



1- d  2-c  3- b  4- e  5- d  6- c  7- d 8- e 9- e 10- e 11- b  12- c 13- c 14- c 15- b  16- d  17- c 18- b  19- e  20- c  21- e  22- d  23- d  24- b  25- a  26- d  27- c 28- e 29- b  30- e 31- c 32- a  33- d  34- c

Substantivos - classificação, gênero, número e grau.


Substantivo é a classe gramatical, ou morfológica, de palavras que nomeiam os seres - reais ou imaginários, concretos ou abstratos. Além disso, inclui nomes de ações, estados, qualidades, sentimentos etc.
Qualquer classe gramatical antecedida por artigo, pronome demonstrativo, pronome indefinido ou pronome possessivo vira substantivo: o amar, um amanhã, nosso sentir, um não sei quê, o sim, o não, algum talvez, este falar, um abrir-se, o querer, aquele claro-escuro.

Classificação dos substantivos

Os substantivos são classificados assim:
  • Comuns: nomeiam grupos de seres da mesma espécie.
    Ex: jornal, país, cidade, animal, boca, beijo.
     
  • Próprios: nomeiam seres particulares de uma determinada espécie. São os nomes de pessoas, cidades, equipes de futebol, etc
    Ex: Fortaleza, Salvador, Ceará, Brasil, América do Norte
     
  • Abstratos: nomeiam estados, qualidades, sentimentos ou ações cuja existência depende de outros seres. explica-se: a beleza, por exemplo, precisa de algo concreto (um vaso, um rapaz, uma árvore) para se manifestar.
    Ex: tristeza, cansaço, prazer, alegria, beleza, verdade, ironia
     
  • Concretos: nomeiam seres cuja existência é própria, independente de outros.
    Ex: beija-flor, mulher, Deus, vento, alma
     
  • Primitivos: são os nomes que não derivam de outros.
    Ex: dia, noite, carroça, mar, água
     
  • Derivados: são os nomes formados a partir de outros.
    Ex: diarista (de dia), noitada (de noite), carroceiro (de carroça), maremoto (de maré), aguaceiro (de água)
     
  • Simples: são os nomes que apresentam apenas um elemento formador, um radical.
    Ex: caneta, pau, flor, couve, água, cheiro
     
  • Compostos: são os nomes formados de dois ou mais elementos.
    Ex: caneta-tinteiro, couve-flor, água de cheiro
     
  • Coletivos: são os nomes comuns que servem para designar conjuntos de seres de igual espécie.

    Ex: flora (de todas as plantas de uma região), tertúlia (conjunto de pessoas amigas), floresta (conjunto de árvores), panapaná (conjunto de borboletas)

    Note que um substantivo tem, ao mesmo tempo, várias classificações. Mesa, por exemplo, é um substantivo comum, concreto, simples e primitivo. Acontecimento, por sua vez, é comum, abstrato, simples e primitivo.
Flexão dos substantivos Os substantivos podem variar em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo diminutivo).
Os substantivos fazem parte das classes gramaticais variáveis. Um substantivo pode variar em gênero, número e grau. Entenda o que quer dizer cada uma dessas flexões.

Gênero

Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo "o". Como exemplo temos os substantivos o lança-perfume, o tapa, o champanha, o dó, o diabetes.
Já os substantivos femininos são antecedidos pelo artigo "a". É o caso de a agravante, a bacanal, a fênix, a alface, a ênfase, a poetisa.
A maioria dos substantivos têm duas formas: uma para o masculino, e outra para o feminino. São os substantivos biformes. Veja algumas regras de formação do feminino:
1) Substantivos terminados em -o mudam para -a. o sapo = a sapa o canário = a canária o piloto = a pilota
2) Substantivos terminados em -ão mudam para -ã, outros para -oa e ainda para -ona (neste caso, em aumentativos). o capitão = a capitã o tecelão = a tecelã/ teceloa o chorão = a chorona
3) Substantivos terminados em -or formam o feminino com o acréscimo de -a. o doutor = doutora o coletor = coletora o trabalhador = trabalhadora
4) Alguns substantivos terminados em -or podem fazer feminino mudando essa terminação para -eira. o arrumador = a arrumadeira o lavador = lavadeira o trabalhador = trabalhadeira 0 sufixo -eira pode indicar qualidade e, portanto, adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa faladeira
5) Alguns substantivos com terminação -e podem fazer o feminino mudando a terminação para -a. o infante = infanta o governante = a governanta o elefante = a elefanta
6) Substantivos terminados em -ês, -L e -z fazem o feminino com o acréscimo de -a. o freguês =a freguesa o oficial = oficiala o juiz = juíza
Há ainda substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham empregados:
a cabeça (parte do corpo)/ o cabeça (o chefe) a grama (relva)/ o grama (unidade de peso)

Número

Os substantivos no singular indicam um único ser, ou uma ideia coletiva. Como exemplos temos cão, coração, amor, pai, país, grupo.
Os substantivos no plural indicam mais de um ser (com exceção dos coletivos). Como exemplo temos cães, corações, amores, pais, países.
Vamos observar as regras gerais das flexões de número dos substantivos.
1) Substantivos simples:
TerminaçãoRegraExemplos
Vogal ou ditongo oralacrescenta-se -S
livro = livros
cárie = cáries
degrau - degraus
-r ou –zacrescenta-se -ES
hambúrguer = hambúrgueres
estupidez = estupidezes
-mtroca-se por -NS
álbum = álbuns
bem = bens
-ão
troca-se por –ÕES,
-ÃES,
-ÃOS
faisão = faisões
escrivão = escrivães
cristão = cristãos
-s (oxítonas ou monossílabos tônicos)acrescenta-se -ES
ás = ases
freguês = fregueses
-s (paroxítonas)ficam invariáveis
ônibus = ônibus
lápis = lápis
-xFicam invariáveis
tórax = tórax
clímax = clímax
-al
-el
-ol
-ul
Troca-se por -IS
varal = varais
túnel = túneis
álcool = álcoois
azul = azuis
-il (oxítonas)Troca-se por -ISreptil = reptis
-il (paroxítonas)Troca-se por -EISréptil = répteis
Observação: o plural dos substantivos no grau diminutivo terminados em -zinhos (as) forma-se da seguinte forma:
Bar  bares  barezinhos.
Flor  flores  florezinhas.
2) Substantivos compostos:
RegrasCasosExemplos
Só o primeiro elemento vai para o plural
1- Substantivos ligados por preposição;
2- Substantivos compostos por dois substantivos em que o segundo elemento dá ideia de finalidade ou limita o primeiro
pão-de-ló = pães-de-ló
mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça
salário-família = salários-família
pombo-correio = pombos-correio
Só o último elemento vai para o plural
1- Nos compostos com os prefixos grão, grã e bel;
2- Nos compostos formados por palavras repetidas;
3- Nos compostos em que o primeiro elemento é um verbo ou palavra invariável e o segundo é um substantivo ou adjetivo;
4- Nos compostos de três ou mais elementos não ligados por preposição;
5- Substantivos formados pelo acréscimo de um prefixo ligado por hífen
grão-duque = grão-duques
tique-taque = tique-taques
beija-flor = beija-flores
alto-falante = alto-falantes
abaixo-assinado = abaixo-assinados
bem-te-vi = bem-te-vis
ex-namorado = ex-namorados
recém-nascido = recém-nascido
Os dois elementos vão para o plural
Nos compostos de:
1- substantivo+substantivo
2- substantivo+adjetivo
papai-noel = papais-noéis
amor-perfeito = amores-perfeitos
bóia-fria = bóias-frias
Ficam invariáveis
1- Compostos por frases substantivas;
2- Compostos por verbos+palavra invariável;
3- Compostos por verbos de sentido oposto
os bumba-meu-boi
os pisa-mansinho
os vai-e-volta
os leva-e-traz
Compostos com a palavra GUARDA
1- GUARDA é substantivo: faz plural normalmente;
2- GUARDA é verbo: fica invariável
guarda-noturno = guardas-noturnos
guarda-sol = guarda-sóis
Grau Os substantivos no grau aumentativo indicam grandeza, como nos exemplos casarão, narigão, mulherão, boqueirão.
Os substantivos no grau diminutivo indicam pequenez, como nos exemplos casinha, narizinho, mulherzinha, boquinha.
São dois os graus do substantivo: o aumentativo e o diminutivo. Os dois podem aparecer na forma sintética, ou seja, numa só palavra, e na forma analítica, isto é, em duas palavras.








Aumentativo de alguns substantivos:
  • Amigo: amigaço; amigalhaço; amigão.
  • Boca: bocarra; boqueirão.
  • Moça: mocetona.
  • Mão: manzorra; mãozorra; manopla.
  • Luz: luzerna.
  • Homem: homenzarrão.
  • Povo: povaréu.
  • Vaga: vagalhão.
  • Fedor: fedentina.
Diminutivo de alguns substantivos:
  • Corpo: corpúsculo.
  • Canção: cançoneta.
  • Febre: febrícula.
  • Moça: moçoila.
  • Homem: homúnculo; homenzinho; hominho.
  • Rapaz: rapazote; rapazelho.
  • Povo: poviléu.
  • Beijo: beijote.
Agora vamos testar o conhecimento com um joguinho educativo
http://www.soportugues.com.br/secoes/jogos/jogo.php?jogo=2



Fontes:
soportugues.com.br
pciconcursos.com.br
http://www.escolakids.com/
http://educacao.uol.com.br/