terça-feira, 21 de março de 2023

Redes Sociais - Redes sociais x vida real: a fábrica de ilusões da vida perfeita - Praticando.

  Leia o texto 1 abaixo:

Redes sociais x vida real: a fábrica de ilusões da vida perfeita

Em redes sociais, os chamados “digital influencers”, ou somente “influencers”, estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, principalmente no Instagram, rede de compartilhamento de fotos e vídeos, que permite aplicar filtros digitais nas fotos e compartilhá-los em outras redes sociais.

Os influencers ditam tendência e estão sempre mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. Algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, aponta Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto “Feliciência”. “A diferença entre a felicidade autêntica, legítima e real e a felicidade postada nas redes é abismal. Porque a felicidade, tal qual nós abordamos via psicologia positiva, é uma experiência intrínseca, interna, que pode, claro, ser manifestada, mas nada tem a ver com a ostentação de felicidade”, afirma a pesquisadora. A chamada psicologia positiva é o campo da psicologia que investiga a felicidade e os vários aspectos positivos da experiência humana.

A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a "vida perfeita" de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo aliada a uma vida editada para as redes sociais, avalia a profissional.

A fábrica de ilusões da vida perfeita exibida em alguns perfis das redes sociais na internet, reforçam a sensação de que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa; que nós poderíamos estar onde não estamos; fazer o que não fazemos; comprar o que não precisamos.

A necessidade de aprovação dos outros, da imagem perfeita, de ser reconhecido, da felicidade constante, faz com que a vida na rede social afasta-se cada vez mais da realidade. Vidas forjadas em troca de curtidas e comentários, mas que por trás da cortina impera uma realidade bem diferente da mostrada. No final das contas, será que o vazio de uma vida cheia de felicidade inventada vale a pena? Será que a felicidade se tornou uma obrigação? É impossível ser feliz o tempo inteiro, isso todo mundo sabe. Todos passamos por aborrecimentos, frustrações, desânimo, tristeza. Mas, nas redes sociais, isso nem sempre é evidenciado.

Um estudo realizado em Londres (University College London) com quase 11mil jovens, concluiu que as garotas são duas vezes mais propensas a apresentarem sintomas depressivos. Três quartos dessas meninas são diagnosticadas com depressão e problemas com autoestima. Além disso, apresentaram insatisfação com a própria imagem e insônia, devido a relação com aplicativos.

Outro estudo realizado em Londres (Royal Society for Public Health) com 1.500 pessoas de 14 e 24 anos concluiu que taxas de ansiedade e depressão aumentaram em 70% nos últimos anos. Este estudo foi batizado de status da mente (#statusofmind); ele avaliou o Instagram como o mais nocivo ao psicológico dos adolescentes. Podemos observar que alguns transtornos mentais podem ser desencadeados a partir das redes sociais. Elas agem como gatilho para a depressão e a ansiedade;

A depressão pode surgir quando a pessoa fica exposta a um padrão de vida que foge da sua realidade, além de reforçar a solidão, pois quanto mais tempo nas redes sociais, menos a pessoa quer sair, fazendo com que as interações sejam cada vez mais pobres e superficiais. A ansiedade surge desse entretenimento constante sem interrupções, gerando, portanto, um excesso de informações.

Os problemas relacionados a imagem surgem desse padrão do corpo perfeito imposto pela sociedade e seguido à risca por muitos perfis na internet. Dicas de dietas, treinos e vida saudável, compartilhados nem sempre por profissionais sérios e sem estudo individual, podem ser maléficos a saúde física e mental. O corpo perfeito exibido com muito foco, força e fé muitas vezes vem mascarado por problemas sérios e rotinas rígidas nas quais não é exposto ao seguidor.

No entanto, precisamos entender que a felicidade está nas coisas simples da vida e cabe a cada pessoa descobrir o que de fato lhe deixa feliz. Clichê? Pode ser, mas é verdade. Preocupados com esse assunto, três universidades brasileiras (Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Sul) já disponibilizam a cadeira chamada felicidade. Mas se você acha que o objetivo é mostrar que se pode ser feliz o tempo todo, se enganou. O grande objetivo é trabalhar emoções positivas e ajudar os alunos a construírem hábitos e práticas que gerem felicidade.

Contudo, nas redes sociais as pessoas mostram o que elas gostariam de ser mas nem sempre são. Primeiramente, editar a própria vida demonstra uma busca para esconder um vazio, seja ele de insegurança, abandono, baixa autoestima.

Portanto, existe um limite entre o virtual e o real; ele precisa ser respeitado para que possamos manter nossa saúde mental. A psicoterapia é uma forte aliada para que possamos reconhecer nossa essência e encontrar equilíbrio nas obrigações do cotidiano. Além disso, para que encontremos o prazer e a felicidade nessa grande jornada que é a vida.

(Fonte: Psic. Juliana Bolsson - Mestre em Psicologia Clínica. Disponível em: https://psicoter.com.br/ (adaptado) 23/04/2019.)

1.    Após a leitura do texto 1, responda de forma sincera: 

a)    O que é felicidade? 

b)    O que te deixa feliz?

c)    Com qual frequência você entra nas redes sociais?

d)    Com qual frequência você se expõe nas redes sociais?

e)    Quais sentimentos manifestam-se em você quando navega pelas redes sociais?

 

2.    Explique a partir do texto:

a)    Qual o papel nas redes sociais dos chamados “digital influencers”?

b)    O que seria Positividade tóxica? 

c)    Qual a relação entre a depressão e o uso exaustivo de redes sociais? 

d)    Para o texto, o que seria uma vida editada? 

e)    Qual a recomendação final da autora do texto?

 

3.    A finalidade do texto 1, é:

a)    Descrever os sentimentos que as redes sociais podem despertar nas pessoas.

b)    Narrar situações presentes nas redes sociais e comparar com a vida real.

c)  Apresentar e discutir os efeitos negativos que as redes sociais estão causando nas pessoas.

d)    Apenas expor os efeitos negativos que as redes sociais estão causando nas pessoas.

e)    Vender um estilo de vida perfeito necessários a toda a sociedade.

 

4.    Pelas características do texto lido, considera-se que ele se enquadra no gênero:

 

a)    notícia

b)    artigo

c)    reportagem

d)    editorial

e)  resenha

 

5.    De acordo com o texto I, as redes sociais são uma fábrica de ilusões porque:

a)    Espalham conteúdo para milhares de seguidores.

b)    os chamados “digital influencers” estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida.

c)    Os influencers ditam tendência e estão sempre mostrando um estilo de vida sonhado por muitos.

d)    A necessidade de aprovação dos outros, da imagem perfeita, de ser reconhecido, da felicidade constante, faz com que a vida na rede social afasta-se cada vez mais da realidade.

e)    Resulta em vidas forjadas em troca de curtidas e comentários.

 

6.    O trecho do texto que apresenta uma OPINIÃO da autora é:

a)    Um estudo realizado em Londres concluiu que as garotas são duas vezes mais propensas a apresentarem sintomas depressivos.

b)    três universidades brasileiras (Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Sul) já disponibilizam a cadeira chamada felicidade

c)    Outro estudo realizado em Londres concluiu que taxas de ansiedade e depressão aumentaram em 70% nos últimos anos.

d)    estudo realizado em Londres avaliou o Instagram como o mais nocivo ao psicológico dos adolescentes.

e)    precisamos entender que a felicidade está nas coisas simples da vida e cabe a cada pessoa descobrir o que de fato lhe deixa feliz.

 

7.    Na construção desse texto, a autora se vale de estratégias argumentativas bastante comuns a esse gênero. Assinale a única que NÃO está presente no texto.


a)    Citação de autoridade no assunto.

b)    Refutação. 

c)    Citação de pesquisas.

d)    Causa e consequências.

e)    Perguntas retóricas.

 

8.    No trecho: 

Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, principalmente no Instagram, rede de compartilhamento de fotos e vídeos, que permite aplicar filtros digitais nas fotos e compartilhá-los em outras redes sociais.

Considerando os operadores de retomada de informações nos textos, a expressão em destaque refere-se à(ao):

a)    Fotos e vídeos

b)    Essas pessoas

c)    Conteúdo

d)    Milhares de seguidores

e)    Filtros digitais

 

9.    Quais figuras de linguagem há no título do texto 1 (Redes sociais x vida real: a fábrica de ilusões da vida perfeita)?

a)    Metáfora e paradoxo

b)    Metáfora e metonímia

c)    Paradoxo e comparação

d)    Hipérbole e metáfora

e)    Prosopopeia e eufemismo

 

10.  Assinale a palavra que não faz parte do mesmo campo semântico das demais:

a)    aborrecimentos

b)    alegria

c)    frustrações

d)    desânimo

e)    tristeza

GABARITO OFICIAL

RESPOSTAS 

1.        

A)      RESPOSTA PESSOAL

B)      RESPOSTA PESSOAL

C)      RESPOSTA PESSOAL

D)      RESPOSTA PESSOAL

E)      RESPOSTA PESSOAL

 

2.        

A)      estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida, ditam tendência e estão sempre mostrando um estilo de vida sonhado por muitos.

B)      uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo aliada a uma vida editada para as redes sociais.

C)      A depressão pode surgir quando a pessoa fica exposta a um padrão de vida que foge da sua realidade, além de reforçar a solidão, pois quanto mais tempo nas redes sociais, menos a pessoa quer sair, fazendo com que as interações sejam cada vez mais pobres e superficiais

D)      Significa sempre mostrar alegria e bons momentos nas redes sociais, mesmo que no íntimo a pessoa não está feliz.

E)      Ela recomenda os usuários estabelecerem um limite de uso das redes sociais, e se for o caso, procura ajuda da psicoterapia.

3. C        4. B         5. D          6.E         7. B        8. A        9. A        10.B





  C

4

Língua Portuguesa - Praticando - 3ª série do Ensino Médio

 Leia o texto 1

ESTUDANTES DESENVOLVEM APLICATIVO PARA INCENTIVAR LEITURA

Um aplicativo que possibilite ter na palma da mão, gratuitamente, centenas de livros didáticos e de literatura de domínio público. Esse foi o projeto desenvolvido por estudantes do Colégio Estadual Primo Manfrinato, em Cianorte (no Noroeste do Paraná) como trabalho final das aulas de Educação Empreendedora oferecidas pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte em parceria com o Sebrae Paraná.

As atividades complementares de educação empreendedora, que contribuem para incentivar o protagonismo juvenil por meio de novas metodologias de ensino e aprendizado, serão oferecidas pelo quarto ano consecutivo para 64 escolas estaduais, duas de cada Núcleo Regional de Educação (NRE).

A iniciativa dos estudantes contribuiu para ampliar o acesso a novos acervos literários, incentivar o hábito da leitura e promover a interação da escola com a comunidade que também pode usar o aplicativo. “Essa metodologia contribui para o desenvolvimento do aluno porque desperta neles a vontade de criar algo novo e de empreender e esses conhecimentos eles vão levar para a vida fora da escola”, disse o professor Emerson Tolentino de Matos, que é responsável pela atividade.

NA PALMA DA MÃO - No aplicativo são disponibilizados os links para os arquivos no formato em PDF de obras de domínio público (obedecendo a lei dos direitos autorais). Além do acervo literário, a ferramenta também oferta uma área para apresentação do projeto, agenda, notícias da escola, "fale conosco" e os créditos. O app pode ser acessado no endereço: app.vc/onbook.

O objetivo da ferramenta é incentivar a leitura e ampliar o acervo disponível para a comunidade escolar. “Tenho uma grande paixão pela leitura e gosto sempre de incentivar a prática. É gratificante poder incentivar o hábito da leitura em outros por meio de uma ferramenta que ajudei a desenvolver”, afirmou a estudante Kauane Moraes Bernardo, de 16 anos, do 3° ano do Ensino Médio. 

(Disponível em: http://www.aen.pr.gov.br/, 11 de jan de 2019)

1.    (H3) A informação principal do texto 3 acima é que

a)    É muito gratificante incentivar o hábito da leitura.

b)    Disponibilizaram livros em PDF para alunos carentes.

c)    A escola tem aulas de empreendedorismo.

d)    A tecnologia é importante para a vida da sociedade.

e)    Alunos de escola pública desenvolvem ciências e tecnologia na sala de aula.

 

2.    (H5) Releia o trecho do 1º parágrafo:

“ESSE foi o projeto desenvolvido por estudantes do Colégio Estadual Primo Manfrinato, em Cianorte (no Noroeste do Paraná)”

A expressão destacada retoma no texto

a)    Literatura

b)    Centenas de livros

c)    Um aplicativo

d)    Projeto

e)    Trabalho

Analise o texto 2:

3.       (H8) Uma OPINIÃO do autor desta charge sobre a Era das Redes Sociais é que:

     a) As redes sociais possibilitam muitas atividades positivas e facilitam a vida de pessoas e instituições.

a  b) As redes sociais criaram espaços para novos tipos de negócios, novos empregos, novas formas de comunicação

   c) Por meio das mídias digitais, podemos encontrar pessoas, grupos e assuntos que nos interessam.

   d) Através das redes sociais podemos fazer amigos ou reencontrar pessoas que fizeram parte de nossas vidas em algum momento.

   e) Muitas vezes nos esquecemos da nossa vida ‘real’, nos tornamos seres muito sociais nos meios digitais e ao mesmo tempo nos fechamos para as pessoas que convivem conosco no dia a dia.


Leia o Texto 03:

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.

 

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.

 

Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

— não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.

 

Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

— mais nada.

(Cecília Meireles)

 

4.    (H4) No texto 3, o sujeito eu-lírico reflete acerca de si mesma, ou seja, escrever fazia parte da sua identidade e era uma condição essencial para a vida do sujeito eu-lírico. Assinale a única alternativa INCORRETA acerca do poema:

a)    O poema é existencialista e trata da transitoriedade da vida, muitas vezes com certo grau de melancolia.

b)    Os versos são construídos a partir de antíteses, ideias opostas (alegre e triste; noites e dias; permaneço e desfaço; fico e passo).

c)    Uma outra característica marcante é a musicalidade da escrita.

d)    É de se sublinhar também que praticamente todos os verbos do poema estão no tempo presente do indicativo, o que demonstra que o sujeito pretendia evocar o aqui e o agora.

e) Todas as palavras do poema estão no sentido denotativo, ou seja, sentido real do dicionário.

 

5.    (H6) Releia o trecho da 1ª estrofe:

“Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.”

As duas palavras destacadas no texto dão a noção de

a)    Contrariedade

b)    soma de ideias

c)    conclusão

d)    explicação

e)    escolha

 

6. (H8) Leia os dois textos abaixo comparando a palavra IDENTIDADE entre eles e aponte a alternativa CORRETA:

TEXTO I

A identidade para a Psicologia é uma construção dinâmica da unidade da consciência de si, através das relações subjetivas, das comunicações, da linguagem e das experiências sociais. É um processo ativo, afetivo e cognitivo de representação de si no ambiente envolvente, o que implica a existência de um sentimento subjetivo de permanência e de continuidade. É indispensável ainda a existência de funções de regulação tais como a coerência e a estabilidade que são necessárias a uma adaptação às mudanças.

(Disponível em: https://www.infopedia.pt/)

TEXTO 2:

a)    A palavra “identidade” apresenta um único sentido.

b)    A palavra “identidade” no texto 1 está sendo explicada do ponto de vista da sociologia.

c)    Pelo contexto do texto 2 a palavra “identidade” refere-se ao documento RG das pessoas.

d)    A palavra “identidade” tem sentidos opostos nos dois textos.

e)    “Identidade” no texto 1 e no 2 tem o mesmo sentido. O texto 1 traz a definição, o texto 2 mostra um exemplo.  


Analise o texto e a charge a seguir para responder a questão.

TEXTO:

“Na modernidade, a consolidação de grandes identidades coletivas foi uma marca importante, principalmente aquelas originadas pelas condições de existência, como as identidades nacionais ou de classe. Entretanto, nas últimas décadas, definidas como pós-modernidade, as transformações sociais ocorridas em todas as sociedades modificaram os elementos constituintes das identidades. [...] As novas identidades se caracterizam por ser fragmentadas, desvinculadas dos modelos tradicionais de identidade que foram substituídas por formas móveis e descentralizadas de identificação.” 

(SILVIO, Afrânio. Sociologia Contemporânea, 1ed. – São Paulo: Moderna, 2013.)

CHARGE:

7.    Pode-se afirmar que a imagem dos jovens do século XXI, conforme retratada na charge, expressa o conceito de identidade como

a)    interpretação homogênea, presente nas condições de existência dos indivíduos na sociedade globalizada.

b)    consolidação do sujeito universal, transformado com o progresso na modernidade.

c)    massificação dos comportamentos e das práticas culturais reproduzidas indistintamente nas sociedades.

d)    construção social, marcada pela diversidade e pelas mudanças no tempo e no espaço.

e)    expressão coletiva do eu/indivíduo na sociedade de consumo controlada pela indústria cultural.


LEIA O TEXTO 3 A SEGUIR:

A CIÊNCIA EXPLICA POR QUE ADOLESCENTES SÃO TÃO REBELDES

Não é preciso ser um gênio da neurociência para entender que adolescentes e adultos são diferentes, agem de maneiras distintas e, logicamente, têm pensamentos não muito parecidos. Mas você já parou para analisar quais são as divergências existentes entre os cérebros de adolescentes e adultos?

Parece que a rixa comportamental tem a ver com a forma como o cérebro amadurece e evolui, em um processo conhecido como neuromaturação. Para entender esse processo, você precisa saber que seu cérebro é feito de massa branca e massa cinzenta. A parte cinzenta termina de ser desenvolvida por volta dos 12 anos, enquanto a parte branca só vai ficar totalmente pronta quando estivermos na casa dos 20. Antes disso, esqueça.

É por isso que o cérebro dos adolescentes ainda não “funciona” bem. Lógico que ele é capaz de lidar com todas as questões motoras e cognitivas, mas a parte comportamental sai perdendo. Por isso é que a adolescência é conhecida como uma fase de revolta e confusão.

Sem falar, é claro, na questão da formação pessoal de cada indivíduo, que envolve a experiência que cada pessoa vive desde que nasce, incluindo traumas e outros aprendizados não genéricos.

A falta de formação da massa branca afeta os adolescentes no sentido que, muitas vezes, eles acabam não enxergando uma situação de forma completa, o que faz com que a pessoa acabe tomando decisões erradas ou precipitadas.

O cérebro adulto, por sua vez, tem um número de conexões neurais que permitem que todas as partes do órgão trabalhem juntas. Já o cérebro adolescente tem condições não muito completas de trabalho. É cientificamente comprovado que a última parte do cérebro a ser formada é o lobo frontal, que é a região responsável por controlar a atenção, os impulsos e a motivação.

Os adolescentes têm cérebros mais receptíveis para os benefícios recebidos de interações com os seus ambientes. É por isso que é preciso estimulá-los a aprender e explorar novas experiências.

Enfim, a mudança que pais enxergam em seus filhos quando chegam à fase adulta pode ter forte relação com a maturidade do cérebro deles. Adultos têm uma camada chamada mielina, que faz parte da massa branca, e que é responsável pela proteção neural no cérebro. Isso faz com que as conexões cerebrais sejam feitas mais rapidamente.

(Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/)

 

8.  Ainda sobre o texto, marque V para verdadeiro e F para falso nas afirmações e, em seguida, escolha a letra que tem a sequência CORRETA:

(  ) Esse texto tem a finalidade de divulgar um conhecimento científico.

( ) O autor utilizou uma linguagem extremamente formal, com excesso de palavras pouco conhecidas.

( ) Segundo o texto, os adolescentes são revoltados e confusos porque o cérebro deles ainda está em constante formação.

( ) De acordo com o texto, a primeira parte do cérebro a ser formada é o lobo frontal, região responsável por controlar a atenção, os impulsos e a motivação.

A sequência correta é:

a)    VFVF

b)    VVVF

c)    FVFV

d)    FFVV

e)    VVFF

 Leia o texto 4 abaixo:

Existe consumo com sustentabilidade ambiental?

 

O consumo é um conceito que vai muito além do “consumismo” ou do consumo de produtos tangíveis, em especial os encontrados no varejo. Consumimos produtos, serviços, informações e símbolos, diariamente, consciente ou inconscientemente. O próprio conceito de sustentabilidade tem sido “consumido” exaustivamente nas últimas décadas. Consumir não é necessariamente negativo e seríamos incapazes de renunciar a essa prática. Porém, o crescimento do número de pessoas e da capacidade de produção impõe uma responsabilização individual e coletiva sobre o seu impacto. Além disso, a sustentabilidade que costumava ser uma bandeira de especialistas e um assunto visto como importante, mas de certa forma distante das urgências cotidianas, hoje está no centro do debate social e econômico

Dentre as temáticas da atualidade, uma economia livre de lixo (waste-free economy) atinge diretamente as estratégias das empresas. Em geral, convivemos com um desconforto relacionado à questão, mas não temos a real dimensão das marcas que causamos ao meio ambiente.  Quantos quilos de lixo um indivíduo produz anualmente? Estudos apontam que um brasileiro está perto de superar a geração de 300 quilos de lixo ao ano. Considerando o peso médio do brasileiro (aproximadamente 70kg) podemos dizer que cada um de nós despeja quatro vezes o seu peso em resíduos.  Estamos acima da média mundial, mas abaixo dos países de alta renda, mesmo que estes representem uma fatia pequena da população planetária.

E o que gera todo esse lixo? Quanto mais renda, mais consumo. O desperdício de plástico, por exemplo, está sufocando os oceanos, mas o nosso consumo desta onipresente substância está apenas aumentando. E, para agravar a situação, cidades crescem rapidamente, sem sistemas adequados para gerenciar o volume e a composição de resíduos dos seus cidadãos. As empresas têm responsabilidade direta sobre esse cenário.  Algumas delas já apresentaram  projetos para reduzir os rastros que seus produtos causam no planeta, seja reduzindo a quantidade de embalagens plásticas (Unilever e Nestle), seja utilizando matéria prima reciclada (Adidas), por exemplo.

Alguns fatores têm a capacidade de alterar o que desejamos e necessitamos consumir. A primeira delas é a própria sociedade, que é causa e consequência dessas complexas mudanças, geradas por suas experiências cotidianas e pela evolução de seus valores. Demandas por novos padrões de produtos e serviços, que gerem menor (ou zero) impacto negativo ao meio ambiente e às comunidades, assim como mudanças de hábitos para outros que contribuam positivamente nessa equação. Por exemplo, só consumir produtos regionais, pois além de favorecer economicamente a comunidade local, reduz o consumo de combustíveis – fonte poluente e não renovável de energia. Esses movimentos, contudo, tendem a ser mais lentos.

A economia circular é uma alternativa atraente que busca redefinir a noção de crescimento, com foco em benefícios para toda a sociedade. “Precisamos mudar para um negócio circular”, disse Marc Engel, diretor de cadeia de suprimentos da Unilever, em um painel da Bloomberg Live em Davos, Suíça. Esse conceito promove que a vida útil do produto seja estendida, podendo ser recuperados, reutilizados e remanufaturados. A BlackRock iniciou um fundo focado exclusivamente na economia circular, ao lado da Ellen MacArthur Foundation, que tem nesse seu maior propósito.

Mais do que uma iniciativa, esta é uma mudança de perspectiva, de valores e de práticas da sociedade que podem contribuir na reversão de uma trajetória que, independente da falta de consenso em torno dos prazos envolvidos, todos concordam que é negativa para a existência humana. Será que as empresas, os Estados e seus administradores estão preparados para lidar com esse paradoxo? Apesar da dimensão do desafio, temos que começar com o que está imediatamente diante de nós. Não há mais tempo a perder.

(Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/existe-consumo-com-sustentabilidade-ambiental/, 29/01/2020

9.    Com relação ao título e ao que é abordado no texto, podemos afirmar que:

a)    São contraditórios. 

b)    O assunto tratado no texto é diferente do que é apresentado no título.

c)    O título confunde o leitor, porque o texto trata apenas sobre a questão do lixo.

d)    O texto não responde a pergunta do título.

e)    O texto reflete sobre a pergunta do título e ainda apresenta uma proposta viável para o questionamento. 

 

10.    No trecho:

Estudos apontam que um brasileiro está perto de superar a geração de 300 quilos de lixo ao ano. Considerando o peso médio do brasileiro (aproximadamente 70kg) podemos dizer que cada um de nós despeja quatro vezes o seu peso em resíduos.


Esse exemplo foi citado pelo autor do texto com a finalidade de: 

a)  Dificultar o entendimento do texto para que o leitor precise interpretá-lo de forma mais crítica.

b)  Reforçar o argumento que o autor vinha defendendo acerca dos impactos do lixo no planeta Terra.

c)    Contradizer a teoria de que o meio ambiente é agredido constantemente com o lixo que produzimos.

d)    Provocar o leitor com relação à baixa quantidade de lixo que o brasileiro produz ao ano.

e)  Tranquilizar o leitor, tendo em vista o Brasil ocupar posição favorável na preservação do meio ambiente.


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