terça-feira, 26 de maio de 2015

Exercício - Vícios de linguagem

Questão A- Visando ao aprimoramento da linguagem, reescreva as frases a seguir, eliminando os vícios de linguagem que estão definidos em cada item. 


1. O rapaz viu o crime da varanda.
2. Vi uma fotografia sua no ônibus.
3. Peguei o ônibus correndo.
4. Não tenho conhecimento do consentimento para o casamento.
5. Tenho a impressão de que sua atuação foi uma sensação.
6. Realmente, a gente não tinha em mente esse projeto.
7. O acusado foi interrogado pelo magistrado. 
8. Na vez passada saímos mais cedo.
9. Nenhuma palavra doce saía da boca dela.
10. Receberá dez reais por cada hora de trabalho.
11. Há pessoas que têm fé demais.
Elimine o termo ou expressão redundante.
12. O principal protagonista do livro Dom Casmurro é Bentinho.
13. Nossa primeira prioridade é exterminar o desperdício.
14.  Ela chegou como a brisa matinal da manhã.
15. Os empresários fizeram um planejamento antecipado da aplicação de verbas.
16. Quando chegaram, pediram-me que devolvesse o livro que me fora emprestado por ocasião dos exames que se realizaram no fim do ano que passou.
17. Camões, que é o autor do maior poema épico que já se escreveu em língua portuguesa, deixou também uma série de sonetos que são considerados obras-primas no gênero.
18. (UNAERP – MODELO ENEM) – Algumas vezes encontramos dificuldades ao usar algumas expressões da "moda", principalmente, por ouvirmos seu emprego de forma inadequada.
Assinale a opção que traz a expressão usada de forma adequada:
a) Você pensa como eu, logo suas ações vão de encontro com as minhas.
b) Vamos vender esse produto a nível de Brasil.
c) Há dez anos atrás, eu o reencontrei.
d) Referia-se ao livro cujo o autor acaba de morrer.
e) Ao invés de falar o que sabia, calou-se.
19. Que vício de linguagem você tem?

Gabarito


1. RESOLUÇÃO:
a) O rapaz estava na varanda quando viu o crime;
b) O rapaz viu o crime que ocorreu na varanda.
2. RESOLUÇÃO:
a) Vi uma fotografia sua fixada no ônibus.
b) No ônibus, vi uma fotografia sua que estava comigo.
3. RESOLUÇÃO:
a) Peguei o ônibus, enquanto eu corria.
b) O ônibus corria (estava em movimento) quando o peguei.
4. RESOLUÇÃO:
Desconheço a aprovação (anuência) para o casamento.
5. RESOLUÇÃO:
Acho (sinto, acredito) que seu desempenho (sua atuação) foi um sucesso (uma sensação).
6. RESOLUÇÃO:
Na verdade, nós não tínhamos em mente esse projeto.
7. RESOLUÇÃO:
O magistrado interrogou o réu.
8. RESOLUÇÃO:
(vespa) Na última vez saímos mais cedo.
9. RESOLUÇÃO:
(cadela) Nenhuma palavra doce saía de sua boca.
10. RESOLUÇÃO:
(porcada) Receberá dez reais por hora de trabalho.
11. RESOLUÇÃO:
(fede) Há pessoas que têm muita fé.
12. RESOLUÇÃO:
O protagonista do livro Dom Casmurro é Bentinho.
13. RESOLUÇÃO:
Nossa prioridade é exterminar o desperdício.
14. RESOLUÇÃO:
Ela chegou como a brisa matinal.
15. RESOLUÇÃO:
Os empresários fizeram um planejamento da aplicação de verbas.
16. RESOLUÇÃO:
Quando chegaram, pediram-me a devolução do livro que me fora emprestado por ocasião dos exames no fim do ano passado.
17. RESOLUÇÃO:
Camões, autor do maior épico já escrito em língua portuguesa, deixou também uma série de sonetos considerados obras-primas do gênero.
18. RESOLUÇÃO:
Em a, o correto seria "vão ao encontro das minhas"; em b, "por todo o Brasil"; em c, "Há dez anos", pois o emprego de "atrás" é pleonástico; em d, "cujo autor". Em e, "ao invés de" foi empregado corretamente, pois a frase contém os antônimos "falar" e "calou-se".
Resposta: E

19. Resposta do aluno.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Hangout - a nova forma de falar com seus amigos


Conheça o novo Hangout, uma nova forma de falar com seus amigos



google_hangout_novo
O Hangout é um dos serviços disponíveis no Google Plus (rede social do Google). Este serviço até o momento tinha como finalidade realizar vídeo chamada entre os contatos do Google Plus, Gmail e até o esquecido Orkut. O serviço ainda não é conhecido por muitos, pois, boa parte dos internautas ainda utilizam outros serviços de bate papo como o MSN (que agora é Skype), e principalmente o  bate papo do Facebook.

A Google com a meta de liderar o mercado de comunicador instantâneo, fortalecer sua presença por meio de dispositivos móveis e também fortalecer a integração entre todos os serviços do Google, lançou semana passada um novo aplicativo para Iphone e Android, o  Hangout que agora  tem um aplicativo independente.

O que há de especial neste serviço de mensagem?

Disponível para Android e Iphone, este aplicativo permite comunicação por meio de mensagem de texto igualmente aos outros serviços, porém, o grande diferencial é o serviço de vídeo chamada, no qual você pode chamar vários amigos para mesma conversa, sendo possível falar e visualizar todos este contatos.
Outra vantagem  é  realizar tudo isto diretamente do seu Smartphone, independente de estar utilizando sua rede Wifi ou seu plano 3G, pois, em ambos o serviço funciona muito bem.





Como Ativar o serviço?

Acesse o Google Play e procure pelo aplicativo “Hangout“, após instalado, acesse o aplicativo, informe seu usuário de conta no Google, confirme seu número de celular e após este processo o aplicativo está pronto para ser utilizado.

O que é possível fazer com o Hangouts


  • Enviar SMS e mensagens de Hangouts: você pode iniciar um Hangout com apenas uma pessoa ou com várias pessoas. Também é possível enviar mensagens de texto usando o Hangouts e seu número de celular.
  • Usar com vários dispositivos: as conversas do Hangouts são sincronizadas automaticamente nos dispositivos, por isso você pode iniciar um Hangout no seu computador e continuar em outro dispositivo, como seu smartphone.
  • Fazer vídeo chamadas: tenha conversas cara a cara com até outras nove pessoas usando as vídeo chamadas do Hangouts. É fácil convidar amigos ou círculos específicos.
  • Fazer chamadas telefônicas: quase todas as chamadas para os Estados Unidos e o Canadá são gratuitas. Alguns locais dos Estados Unidos e do Canadá têm uma tarifa de US$ 0,01 por minuto, dependendo do número de telefone. A tarifa de US$ 0,01 pode variar dependendo da moeda local. As chamadas para locais fora dos Estados Unidos são realizadas com tarifas reduzidas, mas o recurso de chamadas não está disponível em todos os locais.
  • Compartilhar fotos, locais e adesivos: você pode compartilhar fotos, adesivos e emoticons nas conversas. Nos dispositivos móveis, também é possível compartilhar seu local com as pessoas.

O que é necessário para usar o Hangouts

  • Para usar o Hangouts, você precisará de uma Conta do Google.
  • Faça o download e instale a versão mais recente do plug-in do Hangouts. Com o plug-in, você poderá usar o Hangouts com os navegadores Google Chrome, Firefox e Safari.

  • Fonte: https://support.google.com/hangouts/?hl=pt-BR#topic=2944848

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Exercício - linguagem literária e não literária

Questão 1
Sobre a linguagem não literária é correto afirmar, exceto:
a) É utilizada, sobretudo, em textos cujo caráter seja essencialmente informativo.
b) Sua principal característica é a objetividade.
c) Utiliza recursos como a conotação para conferir às palavras sentidos mais amplos do que elas realmente possuem.
d) Utiliza a linguagem denotativa para expressar o real significado das palavras, sem metáforas ou preocupações artísticas.

Questão 2
SOBRE  A ORIGEM DA POESIA 
A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. 
Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios  ou telefonemas [...] 
No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto  com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo [...] 
Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis – os poemas – contaminando o deserto de referencialidade.
ARNALDO ANTUNES
No último parágrafo, o autor se refere à plenitude da linguagem poética, fazendo, em seguida,  uma descrição que corresponde à linguagem não poética, ou seja, à linguagem referencial.
Pela  descrição apresentada, a linguagem referencial teria, em sua origem,  o seguinte traço fundamental: 
a) O desgaste da intuição 
b) A dissolução da memória
c) A fragmentação da experiência
d) O enfraquecimento da percepção

Questão 3
Leia os textos abaixo para responder à questão:
(Texto 1) Descuidar do lixo é sujeira
Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência de uma das filiais do McDonald’s deposita na calçada dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão. (Veja São Paulo, 23-29/12/92)
(Texto 2) O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 
(Manuel Bandeira. Em Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: J. Olympio/MEC, 1971, p.145)
I. No primeiro texto, publicado por uma revista, a linguagem predominante é a literária, pois sua principal função é informar o leitor sobre os transtornos causados pelos detritos.
II. No segundo texto, do escritor Manuel Bandeira, a linguagem não literária é predominante, pois o poeta faz uso de uma linguagem objetiva para informar o leitor.
III. No texto “Descuidar do lixo é sujeira”, a intenção é informar sobre o lixo que diariamente é depositado nas calçadas através de uma linguagem objetiva e concisa, marca dos textos não literários.
IV. O texto “O bicho” é construído em versos e estrofes e apresenta uma linguagem plurissignificativa, isto é, permeada por metáforas e simbologias, traços determinantes da linguagem literária.
Estão corretas as proposições:
a) I, III e IV.
b) III e IV.
c) I, II, III e IV.
d) I e IV.
e) II, III e IV.

Questão 4
SOBRE  A ORIGEM DA POESIA 
A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. 
Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios  ou telefonemas [...] 
No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto  com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo [...] 
Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis – os poemas – contaminando o deserto de referencialidade.
ARNALDO ANTUNES
A comparação entre a poesia e outros usos da linguagem põe em destaque a seguinte característica do discurso poético:
a) revela-se como expressão subjetiva
b) manifesta-se na referência ao tempo
c) afasta-se das praticidades cotidianas
d) conjuga-se com necessidades concretas

Resposta Questão 1
Alternativa “c”. Na linguagem não literária não há espaço para a linguagem figurada presente em metáforas, pois sua principal função é transmitir uma mensagem de maneira objetiva.
Resposta Questão 2
Alternativa “c”. A linguagem literária não apresenta um caráter utilitário ou prático, pois afasta-se da materialidade das coisas do cotidiano.
Resposta Questão 3
Alternativa “b”.
Resposta Questão 4
Alternativa “c”. A poesia não tem compromisso com a objetividade, seu compromisso é com a poesia e com uma linguagem que nos afasta da realidade cotidiana.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Excel 2013 - aula




1 - Vídeo: Matemática básica no Excel 2013





2 - Vídeo: Usando funções no Excel 2013





3 - Vídeo: Ordem dos operadores no Excel 2013





4 - Vídeo: Fórmulas mais complexas no Excel 2013




Este vídeo faz parte de um curso de treinamento chamado Matemática Básica no Excel. Você pode baixar o curso inteiro ou assistir aos vídeos online:
1.       Vídeo: Matemática básica no Excel 2013. (Você está aqui!) Use o Excel como sua calculadora. Este vídeo mostra como adicionar, subtrair, multiplicar e dividir em sua pasta de trabalho.
2.       Vídeo: Usando funções no Excel 2013. Uma função é uma fórmula predefinida que ajuda você a economizar tempo. Por exemplo, use a função SOMA para adicionar muitos números ou células e a função PRODUTO para multiplicá-los.
3.       Vídeo: Ordem dos operadores no Excel 2013. Como você sabe em que ordem o Excel executa as diversas operações de sua fórmula? Este vídeo explica isso.

4.       Vídeo: Fórmulas mais complexas no Excel 2013. Assista a este vídeo para aprender a criar fórmulas mais complexas usando vários operadores, referências de célula e funções.

  https://support.office.com/pt-br/article/Resumo-de-curso-Matem%C3%A1tica-b%C3%A1sica-no-Excel-2013-2bcb5c24-ab95-4846-a818-203aa9abd288?ui=pt-BR&rs=pt-BR&ad=BR

Power point 2013 - aula

Inicie a aula

1 - Vídeo: Começar a usar o PowerPoint
A melhor maneira de aprender sobre o PowerPoint 2013 é começar a usá-lo. Crie uma apresentação em branco e tenha noções básicas de como trabalhar com ela.
2 - Vídeo: Salvar uma apresentação do PowerPoint




3 - Vídeo: Inserir itens em uma apresentação





4 - Vídeo: Finalizar e revisar uma apresentação





5 - Vídeo: Preparar e executar sua apresentação





Este vídeo faz parte de um curso de treinamento chamado Criar sua primeira apresentação do PowerPoint 2013. Você pode baixar o curso inteiro ou assistir aos vídeos online:


1. Vídeo: Começar a usar o PowerPoint. (Você está aqui!) A melhor maneira de aprender sobre o PowerPoint 2013 é começar a usá-lo. Crie uma apresentação em branco e tenha noções básicas de como trabalhar com ela.
2. Vídeo: Salvar uma apresentação do PowerPoint. Salve sua apresentação para não perder todo o seu trabalho e a imprima para compartilhá-la com outras pessoas.
3. Vídeo: Inserir itens em uma apresentação. Insira imagens, cabeçalhos, rodapés, formas e muito mais para aprimorar sua apresentação.
4. Vídeo: Finalizar e revisar uma apresentação. Adicione temas, transparências e outros elementos de design para dar uma aparência profissional à sua apresentação e depois a revise antes de exibi-la para sua audiência.
5. Vídeo: Preparar e executar sua apresentação. Descubra a melhor maneira de exibir sua apresentação, incluindo dois monitores no Modo de Exibição do Apresentador.
Pronto para outro tutorial? Consulte a lista completa de cursos de treinamento do PowerPoint 2013.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Preconceito Linguístico e os Dialetos Brasileiros




















Além de tantas riquezas naturais destaca-se outra de valor inconfundível: as várias línguas do Brasil.

O povo brasileiro fala a língua portuguesa. A partir do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa a ortografia dos países que falam esta língua passaram a ter uma única escrita. Houve a unificação da escrita, porém as formas de falar continuam as mesmas. Assim, também nas divergentes regiões brasileiras conservam-se os diferentes dialetos. Cada lugar tem sua maneira de falar, cada povo possui um dialeto característico da sua região, do lugar onde mora, às vezes uma mesma coisa tem nomes diferentes dependendo do lugar onde ela exista.
Atualmente, a escrita dos nomes, as letras usadas e as regras ortográficas são iguais para todo o lugar que fala a língua portuguesa, porém a linguagem falada muda de acordo os vários dialetos.
Criticar a forma de falar das pessoas é um preconceito linguístico.
Construímos este blogger com a intenção de incentivar nossos colegas de turma, professores e demais, para que possam tomar  conhecimento desse velho persistente preconceito linguístico, além de conhecermos mais sobre os diversos dialetos do povo brasileiro. É essencial que saibamos que a língua é um fenômeno dinâmico e cultural, porém, não podemos continuar a alimentar e cultivar qualquer tipo de preconceito contra a nossa própria variedade linguística.

 
"O preconceito lingüístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogadas nos dicionários (...)".
Marcos Bagno

Chico Bento, personagem de Maurício de Sousa, é conhecido por ‘falar mal’ o português – no sentido mais usual da expressão. Nesta história em quadrinhos, ele é repreendido pela professora pelos ‘erros’ de concordância cometidos. (imagem: reprodução)
 Antes do descobrimento do Brasil, os índios falavam tupi-guarani. Com a chegada dos portugueses e, em especial, a partir da catequização dos índios pelos jesuítas, os índios começaram a falar a língua portuguesa. Se fosse hoje, os índios catequizavam os portugueses e seriam eles que falariam tupi-guarani.Mas isto não aconteceu. Nossa língua é a portuguesa, uma língua que comunica, que compreende, que interpreta, que inventa e reinventa. É a Língua Portuguesa falada no Brasil. A linguagem dos vários dialetos e sotaques.


Sotaques e dialetos
 
Em se tratando da diversidade dos sotaques brasileiros, conclui-se que originaram-se dos resultados das modificações da língua portuguesa original incluindo sotaques indígenas e heranças dos escravos vindos da África, sotaques de milhares de imigrantes europeus e asiáticos.
A mistura de povos resultou numa diversidade cultural, de explêndida beleza. O país tornou-se rico em talentos, vestuários, danças, músicas, possui uma comida típica regional de sabores incomparáveis. E a língua então?! Tornou-se rica, variada. Cada lugar tem um sotaque. Cada dialeto tem seu valor.

Os alagoanos, segundo os paulistanos, falam cantando, puxam o X nas palavras oitcho (oito), oithenta (oitenta), entre outras. Chama estilingue de peteca e bola de gude de ximbra. As bogais E e O nas palavras tem som de I e U.
Os paulistas destacam as letras R e S em suas falas, procuram expressar, corretamente, os sons das vogais E e O nas palavras. Tem uma fala expressiva e elegante, mas em potencial da língua não difere das outras regiões.
Os gaúchos falam puxando a letra R. É um sotaque que se destaca, mas não é o mais bonito. É um belo sotaque entre os muitos outros dialetos belos do Brasil.
Os mineiros gostam de imendar uma palavra a outra. Faz abreviações das palavras faladas. Para falar de alguma coisa que não quer dar o nome imediato, chama de treem.
Os cariocas puxam o CH, o S e o X. Sua linguagem oral assemelhase aos portugueses.
Os pernambucanos usam o visse bichinho! Os baianos arrastam a voz, são ligeiros no samba nos pés, no batuque do pandeiro e no vatapá e o acarajé. E quem quiser faça seu julgamento, só não pode ter preconceito, nem desprezar nenhuma forma de falar.
Além dos sotaques são dados nomes diferentes a alguns objetos, mas isto não é falar errado, isto é, riqueza de linguagem.
Na escola as crianças sofrem para aprender a escrever. A nossa escrita é complexa e descontextualizada da fala. Nem sempre representamos a nossa fala com as letras do alfabeto que represente os sons exatos das letras. Se existe dificuldade para escrever gramaticalmente correto, imaginem falar perfeito ou igualmente, com o mesmo som, mesmo sotaque. Isto seria um desrespeito as variedades linguísticas. Seria um preconceito. 
O menino mudou seu pedido com medo da crítica em relação a sua escrita. Imaginem quantos medos são vivenciados no contidiano por causa da fala. Falar errado é não saber se comunicar; é não se fazer compreensível em sua linguagem; é distorcer a comunicação.
Outro fator que impulsiona o preconceito linguístico é decorrência da diversidade da classe social. A classe de baixa renda é sempre mais excluída, é desfavorecida socialmente e ainda sofre preconceitos sofre sua linguagem falada.
"É fundamental compreender que o preconceito linguístico também está intimamente relacionado à elevada concentração de renda que o corre no Brasil. Pelo fato da sistemática hierarquização social, é comum ocorrer disparidades gritantes entre as classes. Desse modo, aqueles que possuem um maior poder aquisitivo impõem seu modo de falar e sua linguagem aos demais como sendo a única forma de comunicação tida como correta, logo tendo que ser seguida por todos. Mas, tal postura é incoerente, pois o falante tem que se adaptar a cada situação, dessa maneira, o contexto que ocorrera a comunicação é que determinara a variabilidade linguística a ser usada."
http://preconceito---linguistico.blogspot.com/2011/04/preconceito-linguistico.html  
Qualquer tipo de preconceito é um crime contra a humanidade. Brancos, negros, amarelos, mulatos, ricos e pobres, altos e baixos, gordos e magros são pessoas igualmente gente. É gente, merece igual valor em suas diferenças. As maiores riquezas do nosso país são, justamente, suas diferenças. E entre elas, a diversidade linguística
Em detalhe o Dialetohttp://www.cin.ufpe.br/~rac2/portugues/dialebr.html
 http://inwords.eu/post/16247895496/zonas-dialetais-brasileiras http://minerva.ufpel.edu.br/~marchiori.quevedo/origem.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Variantes_dialetais_do_Nordeste_brasileiro http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=s0009-67252005000200017&script=sci_arttext http://amigonerd.net/humanas/turismo/dialetos-do-brasil 

O Brasil é um país pluricultural, uma terra de mais belo ecossistema do mundo, uma Nação que possui a maior diversidade de aves de todo o planeta terra. Seus rios são belíssimos, verdadeiros tesouros azuis, suas matas são diversas; riquezas naturais de vegetação rica em plantas medicinais e densas florestas.




É a linguagem peculiar de alguma região, a variação regional de determinada língua. Devido a alguns fatos históricos e ao vasto território do nosso país, o português brasileiro possui diversas diferenças dialetais, inclusive no léxico, porém, surpreendentemente mantém uma norma unificada proporcionando a manutenção de uma mesma língua em todo o país.
Há algumas controvérsias com relação à organização das zonas dialetais brasileiras, até porque há bastantes variantes em determinadas áreas, impedindo, portanto, de se estabelecer uma “zona” dialetal. Contudo, podemos tentar fazer uma divisão entre as variações mais evidentes.
O que ocorre, também, é uma insuficiência das informações completas sobre as diferenças no léxico, na fonética, etc, para que se possa fazer uma divisão precisa entre as variantes regionais do falar brasileiro. Mas podemos ousar dividir os dialetos do português brasileiro em dois grupos: o do NORTE e o do SUL, e dentro destes grupos definir suas principais variedades.
NORTE: amazônica e nordestina.
SUL: baiana, fluminense, mineira e sulina.
Vale ressaltar que no Nordeste brasileiro há diversos dialetos, que, junto com os dialetos amazônicos constituem o chamado português brasileiro setentrional.
Vejamos algumas outras variedades do português brasileiro:
Dialeto nortista  (amazofonia): falado pelos habitantes da região norte do país, ou seja, pela região amazônica, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e parte do Pará.
Dialeto sertanejo: falado nas regiões do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e parte de Minas Gerais.
Dialeto Sulista: falado na região sul do país, abrangendo principalmente os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Alguns estudiosos incluem também alguns estados do sudeste e centro oeste.
Dialeto baiano (baianês): falado na região geográfica que abrange o estado da Bahia, além de Sergipe, norte de Minas Gerais, leste de Goiás e Tocantins.
Uma observação importante é que o chamado dialeto baiano, embora se encontrando na região nordeste, tem influência sobre outras áreas vizinhas como Minas Gerais, Goiás e Tocantins, sendo, portanto, considerado por alguns como parte dos dialetos sulistas. Este termo talvez não seja o mais adequado, já que difere muito dos dialetos do sul do país, fato que leva alguns estudiosos a criarem o termo centro-sulista para designar este dialeto.
Dialeto nordestino: falado nos estados do Nordeste, porém com claras subdivisões e variações entre estados, regiões ou até mesmo cidades. Contém, contudo, características bem semelhantes e por isso se mantém em um mesmo grupo.
Outros dialetos, pertencentes a áreas menores, podem ser distinguidos, por possuírem características próprias no seu falar:
Dialeto interiorano: regiões agreste e sertão do nordeste. caracterizado por apresentar forte som em /di/ e /ti/.
Dialeto Mateiro: zona da mata. Parecido com o dialeto interiorano, porém a maneira de falar é “mais rápida”.
Dialeto Recifense: região metropolitana do Recife. Possui as características das duas anteriores, porém a palatalização das fricativas ocorre antes de todas as consoantes.
Dialeto Florianopolitano (manézinho): Florianópolis, SC. O falar é uma junção do português açoriano com o português madeirense, sofrendo influência do falar indígena.
Dialeto Carioca: região metropolitana do Rio de Janeiro. O falar traz muitas características do português lusitano, como o “s” chiado e o uso das vogais mais abertas mesmo em contextos que favorecem o fechamento da mesma.
Dialeto brasiliense (candango): Cidade de Brasília e região metropolitana. É um dialeto mais neutro, uma mistura dos demais, decorrente da grande migração ocorrida para esta cidade durante a sua construção.É considerado por muitos como um “sotaque branco”.
Dialeto cearense: falado no estado do Ceará. Possui variações internas, mas se caracteriza basicamente pelo uso do pronome “tu” com maior frequência em vez de “você”, além de características em comum com os demais dialetos nordestinos. Possui também muitas particularidades em seu léxico.
Dialeto gaúcho: falado no Rio Grande do Sul e em parte do Paraná e de Santa Catarina. É caracterizado por particularidades em seu léxico, influências do italiano, espanhol e alemão. Quanto aos aspectos fonéticos possui também diversas características particulares, podendo ser facilmente distinguidos entre os demais dialetos brasileiros.
Dialeto Mineiro (montanhês): região central de Minas Gerais. Facilmente distinguível dos demais dialetos brasileiros, principalmente pelas características fonéticas bem particulares.

Fontes: